Períodos de crise são provavelmente os melhores professores para os empresários.

Sobre a crise

A tempestade faz um capitão reavaliar tudo ao seu redor. Períodos de crise são tempestades propícias para reflexões e oportunidades para achar novos caminhos e deixar de seguir aqueles que já não levam mais a lugar nenhum. Da mesma forma, o modo como alguém enfrenta um período de crise diz muito (senão tudo) sobre essa pessoa, afinal, a História diz que oportunidades e ameaças, muitas vezes, são a mesma coisa.

Nessa jornada, vale a pena olhar para os grandes empreendedores que já passaram por crises sérias e saíram do olho do furacão como gestores melhores. Seguindo esses exemplos, podemos propor soluções para os problemas de nossos clientes e repetir a sábia frase de Newton: “Se eu vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes mágicos”.

É nas crises que revelamos quem realmente somos. Por isso, toda empresa que deseja crescer sadiamente em períodos turbulentos, precisa ética e holisticamente identificar as dores dos empreendimentos que foram atingidos, e não explorá-las. Se a empresa quiser realmente ser uma referência de resiliência, é preciso crescer na crise, e não da crise (diferença sutil, que significa tudo).  

Talvez, um dos principais exemplos de superação de crise seja a superação da Crise de 1929, a mais impactante até agora. Quando tudo que vinha sido feito até aquele momento falhou miseravelmente e colocou os Estados Unidos e grande parte do mundo em uma terrível crise, o presidente Roosevelt olhou para o lado e encontrou nas políticas econômicas de Keynes soluções que estava pedindo passagem já desde 1920.

O que o presidente fez na época foi o esperado de um líder: reavaliou a situação, encontrou uma nova oportunidade, e quando foi demonstrado que funcionaria, investiu nela.

No Brasil, um exemplo interessante de empresa que cresceu na crise é a BFX, empresa que presta assessoria para outras empresas que querem exportar seus produtos. A sofisticação está na simplicidade. Sofisticação que eles atingiram com estratégia: o mercado interno brasileiro não está comprando? Que tal o mercado interno dos outros países? Simples, objetivo e eficaz, a crise se apresentou como uma ameaça e como uma oportunidade, como quase sempre faz.

Para uma empresa passar bem por uma crise e emergir dela um negócio melhor, é necessário que o negócio seja sólido. No entanto, certa maleabilidade é desejável, para a empresa não apenas se mantenha firme, mas adapte-se aos novos ventos.

Sobre o tema, o escritor Jim Collins estudou as empresas ótimas e encontrou alguns motivos que as destacavam das demais. Nesse contexto, descreveu o papel dos líderes e os dividiu em cinco categorias. A quinta delas chama a atenção: "Marcado pela humildade, preocupado em deixar um legado positivo para os outros, o líder escolhe as pessoas certas e só depois começa as operações." É esse o tipo mais preparado para lidar com qualquer crise.

Esse líder é quem é capaz de encontrar a intersecção de três círculos: o círculo de ações que a empresa quer realizar, as ações que ela sabe realizar bem, e as ações que geram valor. Focando nessa intersecção, abre-se um caminho poderoso para potencializar tudo que uma empresa pode ser.

Por fim, além de um líder capacitado, ajuda externa também pode ser solicitada para superar uma crise e aproveitar esse momento para inovar. Nesse sentido, ser uma consultoria que funcione como uma bússola no meio da tempestade é o próprio objetivo de ser da Econsult.

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