Novas propostas de administração de organizações podem representar ganhos em produtividade empresarial, mas é preciso ter cuidado quanto às peculiaridades de sua formatação.

PDCA

Nos contextos produtivos dos mais diversos tipos de empresa, um elemento sempre considerado como chave no processo é a estratégia de gestão implementada, a qual, quando efetiva, representa grandes ganhos em produtividade ou na redução de custos operacionais. O método PDCA é uma dessas estratégias e representa um modelo que reúne diferentes etapas complementares de análise e tomada de decisões.

Assim, o método PDCA (do inglês Plan, Do, Check, Act) consiste em quatro etapas de compreensão da estrutura organizacional de uma empresa. São elas:

  • Planejamento: Trata-se da primeira etapa de aplicação da estratégia de gestão, consistindo na delimitação dos objetivos sobre os itens de controle e posterior estabelecimento das metodologias utilizadas para atingí-los.
  • Execução: Este segundo segmento pode ser definido como a aplicação das definições delimitadas na fase de planejamento. Ela inclui subfases integradas de treinamento no ambiente empresarial em relação à metodologia a ser utilizada, a aplicação dessa metodologia e posterior coleta de dados para a verificação dos processos na etapa seguinte.
  • Verificação: Nesta etapa, as medidas agregadas à estrutura organizacional são checadas com base na fase de execução. Assim se constatam eventuais erros de implementação na fase de execução ou em algum ponto da formatação do planejamento estratégico.
  • Realizar ações corretivas e/ou assertivas: A última parte do método PDCA pode ser feita a partir de duas abordagens. A primeira implica na verificação de falhas na etapa de execução, exigindo redirecionamento das formas de implementação. A segunda abordagem está relacionada a um cenário de sucesso do planejamento e da execução, direcionando as ações para o estabelecimento de um processo operacional padrão (POP) a partir da consolidação de um sistema SDCA, em que o “S” representa o termo em inglês standard, isto é, formação de uma padronização organizacional nas estratégias de gestão da empresa.

Desafios da implementação: como fazer valer na prática?

Como dito, é comum e coerente fazer a ligação entre uma boa gestão e resultados positivos. No entanto, tal associação pode se tornar incoerente quando a sua implementação não respeita o aspecto gradativo dos períodos de transição. O objetivo não é e nem pode ser alcançado individualmente, visto que a essência da transformação reside na estruturação de setores e na institucionalização da liderança e não na formação de líderes isolados.  

Na obra O Verdadeiro Poder, de Vicente Falconi, um exemplo muito peculiar é apresentado: um diretor de uma usina nos EUA apresentava resultados negativos enquanto todas as lideranças abaixo dele apresentavam resultados positivos. Como isso é possível? Simples. Havia incompatibilidade de objetivos, isto é, diferentes membros da organização, mesmo com metas bem estabelecidas, encontravam-se desconexos de um contexto de gestão integral da empresa.

O que aparentemente não se tratava de um problema, quando visto em detalhe, representa uma potencial deficiência administrativa. Assim, soluções fáceis e supostamente concisas devem ser analisadas com relativa cautela, já que há reais possibilidades de apenas atuarem na intensificação de problemas camuflados.

A consolidação do PDCA em meio empresarial requer não só um conhecimento de aspectos de gestão, mas principalmente o pleno conhecimento de elementos característicos de cada um dos setores, atuando no desenvolvimento íntegro dos mesmos de acordo com suas peculiaridades e sob uma ótica metodológica consistente.

Uma das possíveis formas de estabelecimento do PDCA é, por exemplo, a partir de um projeto de Plano de Negócios, sendo crucial para aqueles empreendedores que buscam a efetiva utilização de capacidade produtiva, ou mesmo uma extensão da mesma. Gostou do texto? Para ler mais conteúdos da Econsult, acesse o nosso blog.