Entenda o que é elasticidade e por que é importante ouvir seus clientes antes de tomar decisões sobre os preços de seus produtos.

Elasticidade e os efeitos no empreendimento

Para o sucesso de um negócio lucrativo, deve-se ter em mente que se basear apenas pelas leis da oferta e da demanda pode restringir o entendimento sobre o funcionamento do mercado. O conceito de elasticidade, muito importante dentro da microeconomia, aparece justamente como sendo uma forma mais precisa e eficaz de analisar aspectos da oferta e da demanda. Cabe a ela a possibilidade de não só avaliar, mas também de medir a reação de compradores e vendedores em resposta às mudanças de outras variáveis.

Nesse sentido, convém apresentar os 3 tipos de elasticidade mais comuns e suas implicações para um empreendimento. São eles:

 

  1.   Elasticidade-preço da demanda

A elasticidade-preço da demanda é responsável por medir a reação dos consumidores às mudanças no preço de um bem. Os bens podem ser classificados como:

Elásticos: Bens que apresentam substitutos fáceis. Mais sensíveis à mudança de preço. Isso quer dizer que se um produto como picanha tem seu preço elevado, o consumidor busca alternativas, procurando por carnes mais baratas que se encaixem em seu orçamento.

Inelásticos: Os consumidores de certa forma são pouco sensíveis à alteração de preços. Esse tipo de produto geralmente é essencial e não tem substituto ou tem poucas opções de substituição. Ou seja, se uma pessoa consome um remédio obrigatório para a sua vida, provavelmente ela não deixará de consumi-lo por conta de alguma alteração de mercado.

  1.   Elasticidade-preço cruzada da demanda

A elasticidade-preço cruzada da demanda é responsável por medir a variação percentual na quantidade demandada por um bem dado uma variação percentual no preço de outro produto. De acordo com o resultado, os bens pode ser classificado como:

Substitutos: o aumento do preço de um produto gera um aumento da demanda de seu concorrente. Se o consumidor é indiferente com relação a manteiga e a margarina, por exemplo, ele consumirá o bem que possuir menor preço.

Complementares: suponha agora que houvesse um aumento nas vendas de café solúvel. É de se esperar que esse fato acarreta também em um maior consumo de açúcar por serem bens complementares.

 

  1.   Elasticidade-Renda da demanda

A elasticidade-renda da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada por um bem dado uma variação percentual na renda do consumidor. A partir deste cálculo, as conclusões tiradas são:

Bem normal: quando a demanda por um bem aumenta com o aumento da renda. Assim, o crescimento da renda de trabalhadores provoca aumento da demanda por vestuário, por exemplo.

Bem inferior: quando a demanda por um bem se reduz com o aumento da renda. Um exemplo é da diminuição do uso de transportes públicos diante de um aumento de renda.

 

Um bom empresário deve então estar atento aos tipos de elasticidade para identificar a melhor forma de potencializar sua receita levando em consideração a forma com que uma mudança no preço de um produto ou serviço ofertado altera a procura deste e de produtos relacionados e como as variações de renda do seu público principal afetam a procura de um bem.

O controle do ritmo da oferta e da demanda de um empreendimento é primordial para o sucesso de um empreendedor. Para fazer esse controle é preciso entender o comportamento de seus clientes. Muitas vezes, esse comportamento está ligado à Sazonalidade Econômica.

Por fim, é importante dizer que tais elasticidades refletem diretamente nos efeitos de um empreendimento. Elas possibilitam a Precificação, o pensar e agir de uma maneira estratégica e consequentemente um Estudo de Mercado mais fundamentado a partir do entendimento do comportamento do consumidor.

Esperamos que a leitura tenha sido útil para você. Para ler mais conteúdos da Econsult, acesse o nosso blog. Se quiser, converse com a gente por aqui ou entre em contato pelas nossas redes sociais!