Um dos principais motivos que levam um estabelecimento a fechar as portas é a má gestão dos seus recursos financeiros. Dentre as contas que devem ser constantemente monitoradas numa empresa, destaca-se o capital de giro, cuja boa gestão pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso de um negócio.

Importancia do capital de giro

Num primeiro momento, para entender do que se trata o capital de giro e o seu protagonismo, é necessário compreender alguns conceitos contábeis: o ativo e o passivo. O primeiro engloba todos os bens e direitos de uma entidade, como o caixa disponível, contas a receber de terceiros e investimentos. O passivo, por sua vez, refere-se à todas as obrigações para com terceiros, como empréstimos e financiamentos.

Uma vez esclarecidos tais conceitos, entra o capital de giro: esse diz respeito à parcela que compõe o ativo circulante de uma empresa, ou seja, aquilo que tem alta liquidez e pode facilmente ser utilizado para cobrir as obrigações de uma entidade. O montante desse capital é fundamental e, teoricamente, deve ser responsável pelo período no qual uma empresa conseguiria se manter, independentemente da obtenção de novos recursos no período em questão.

Isso significa dizer, por exemplo, que um estabelecimento que realiza vendas no varejo necessita de um capital de giro suficiente para manter as suas atividades num determinado mês no qual realize todas as vendas a prazo. Se as vendas foram realizadas em janeiro e o pagamento só acontecerá em abril, o capital de giro é aquele que manteria a empresa rodando no período compreendido, financiando o estoque que saiu da empresa.

O capital de giro bruto seria o próprio ativo circulante disponível, aquele com alta liquidez. É de suma importância, por outro lado, visualizar qual seria o capital excedente da empresa num dado período, no caso de necessidade de dispor de recursos imediatos. Esse montante líquido, o capital de giro líquido, trata-se da parte que resta uma vez cobertas as obrigações de curto prazo – o próprio passivo circulante; isto é, seu cálculo é feito a partir da subtração entre o ativo circulante e o passivo circulante de uma empresa.

O controle das contas sustenta o negócio

De modo a garantir o bom funcionamento de uma empresa, é essencial garantir o controle de todas as contas envolvidas no seu operacional, desde controle diário das transações realizadas em caixa até daquilo que se encontra em entidades bancárias e no estoque. A plena consciência dos tomadores de decisão a respeito de tudo aquilo que entra e sai do negócio, bem como saber qual a sua origem e onde estão sendo utilizados, é fundamental.

Fica claro, assim, que a saúde financeira de um empreendimento depende fortemente da boa gestão desses recursos. Caso uma empresa não consiga gerir as suas contas de modo a garantir um capital de giro sempre disponível, serviços como uma reestruturação financeira podem ser grandes aliados na sua recuperação.