Uma boa precificação define o preço ideal de um produto ou serviço, torna o empreendimento mais competitivo no mercado e maximiza os lucros a longo prazo. A seguir, listamos os sinais mais aparentes de que sua estratégia de preço pode não estar adequada e que a sua empresa carece de um bom serviço de precificação.

4 sinais de que você precisa de um serviço de precificação

1. O público alvo não consome seus produtos

Baixa rotatividade dos estoques (produtos que ficam na prateleira por tempo demais) e dificuldade para atingir o público alvo podem ser um indício de que os preços não são atrativos ao consumo.

Dessa forma, a expectativa e a percepção dos clientes devem estar alinhadas com o que a empresa deseja transmitir e o valor cobrado por ela. Quando o comprador não percebe a diferença entre diferentes estabelecimentos, opta pelo mais barato.

Por outro lado, caso o produto tenha um preço acima do praticado pelo mercado, o consumidor deve estar ciente que está recebendo por um produto com algum diferencial em relação à concorrência, caso contrário, não haverá estímulos para que a compra seja efetivada.

2. Seus preços estão destoantes do mercado

Outro erro que pode gerar prejuízo para um empreendimento é não conhecer os concorrentes e o cenário econômico ao seu redor. Esse desconhecimento pode dificultar a construção de uma base de comparação de preços, que prejudica a precificação.

Quando uma empresa diminui ou mantém os preços abaixo do padrão de mercado para ampliar a demanda, mas sem levar em consideração os custos, tem problemas de margem de lucro muito baixa ou prejuízos silenciosos, que só se manifestam depois de uma análise do resultado agregado.

Já o caso oposto, em que o preço estabelecido está muito acima do padrão de mercado, afasta os clientes. Dessa forma as vendas caem e, consequentemente, a receita da empresa.

3. Você está reproduzindo os preços do concorrente

Não conhecer a concorrência também pode gerar impactos negativos na receita de uma empresa, mas simplesmente copiar o preço do concorrente não torna o empreendimento competitivo.

Cada empresa tem o seu próprio conceito e igualar os preços aos concorrentes não leva em consideração os custos de cada negócio, o público alvo e os diferenciais que podem existir em diferentes estabelecimentos.

Além disso, copiar promoções e descontos não levam em consideração a capacidade que a empresa tem de fornecer o abatimento do preço sem comprometer a margem de lucro e os custos de produção e comercialização do negócio, o que, no longo prazo, traria grandes dores de cabeça.

4. As receitas não estão satisfatórias

Se o produto não é competitivo no mercado e a receita da empresa tem caído, a causa pode ser um preço desequilibrado. Isso acontece quando as empresas definem o preço de seus produtos sem critérios bem especificados.

Aumentar o preço não significa necessariamente expandir a receita, bem como sua diminuição não resulta em queda de faturamento. Em economia chama-se de elasticidade o modo como a variação dos preços e da renda do consumidor altera a demanda.

Em períodos de crise há receio dos vendedores em aumentar os preços dos produtos e acabar perdendo clientes. Acabam, então, por manter fixos os seus preços por um longo período de tempo, o que corrói a margem de lucro por ação da inflação.

Gostou do texto? Essas são as dicas que compilamos para te ajudar a guiar bem o seu negócio e, principalmente, detectar a necessidade de um trabalho apurado de precificação. Para ler mais conteúdos da Econsult, acesse o nosso blog.